Chambinho do Acordeon é a “participação internacional” no álbum de Marcus Lucenna

Chambinho do Acordeon grava canções com Marcus Lucenna

Divulgação Chambinho do Acordeon

Ele tem levado o forró para além das fronteiras internacionais. Já fez shows na Europa, América do Norte, Ásia e, recentemente, cumpriu turnê pela Austrália. Sua voz, que tem encantado brasileiros e gringos, pode ser ouvida no álbum “Marcus Lucenna na Corte do Rei Luiz”, mais novo trabalho de Marcus Lucenna. Trata-se de Nivaldo Expedido de Carvalho, o Chambinho do Acordeon. 

O artista, que ganhou fama internacional ao interpretar o Rei do Baião no filme “Gonzaga – De Pai Pra Filho” (2012), de Breno Silveira, gravou duas canções do CD ao lado de Marcus Lucenna. A primeira delas é o “O Ritmo dos Corações”, a terceira faixa do álbum. A música celebra o baião e é cantada sob a perspectiva do próprio ritmo, personificando-o, algo semelhante com que Zé Ketti fez em “A Voz do Morro”, com o samba.

Para Chambinho, a canção cumpre o seu papel de reverenciar o gênero musical. “A música tem uma bela composição e, com certeza, enaltece o nosso Baião, trazendo a alegria do nosso gênero. É uma música leve e foi muito bom gravá-la. Sem contar a satisfação de participar de um projeto tão consistente como esse do amigo Marcus Lucenna”, elogia o colega forrozeiro.

Chambinho nasceu em São Paulo, mas tem uma identificação muito forte com o Nordeste. É filho de piauienses e, aos 8 anos, mudou-se com a família para Jaicós, naquele estado, onde viveu por 3 anos. Com o seu avô Zezinho Barbosa, aprendeu os primeiros acordes da sanfona e tomou gosto pelo forró de raiz ao ter contato com velhos sanfoneiros. Também percorreu a Região Nordeste fazendo shows. Isso lhe credenciou para ser uma das vozes a gravar com o potiguar Marcus Lucenna “Hino da Feira de São Cristóvão (Vida retirêra), canção que homenageia o Centro Municipal Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas do Rio.

“Tenho laços afetivos fortes com o Nordeste, com o meu Piauí e com os demais estados, até porque o nordestino é receptivo e acolhedor. Ir à Feira de São Cristóvão nos remete a essa sensação deliciosa de acolhimento, além da culinária típica, a música, as pessoas… Enfim, é um reduto nordestino que muito me agrada. Gravar uma música em homenagem à Feira é justo e merecido para ela e gratificante para mim”, observa o cantor.

Na condição de entusiasta do forró que tem tido a responsabilidade de representá-lo em outros países, Chambinho tem reparado o quanto o gênero tem atraído o gosto de estrangeiros. “Posso garantir que a receptividade é incrível. Nossa música encanta e envolve. Todos os povos por onde passei demonstram esse encantamento. Sempre volto orgulhoso. Sem contar na febre da dança. O Forró está em vários festivais no mundo todo e as pessoas dançam mesmo. É incrível!”, celebra Chambinho.

Ouça aqui O Ritmo dos Corações e Hino da Feira de São Cristóvão (Vida retirêra)