Quarenta anos depois, Marcus Lucenna faz canção-resposta a “Sampa”, de Caetano Veloso

Foto: Divulgação

Em “Sampa”, canção composta em 1978, Caetano Veloso faz uma homenagem a São Paulo com uma bela poesia, mas em termos um tanto desabonadores para a cidade. Fala da “dura poesia concreta de tuas esquinas”, da “deselegância discreta de tuas meninas”, “da força da grana que ergue e destrói coisas belas” e “da feia fumaça que sobe, apagando as estrelas”.

Em canção do seu novo álbum, “Marcus Lucenna na Corte do Rei Luiz”, o 15º da carreira, o poeta-cantador, que é membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC), provoca Caetano Veloso falando dos atributos de São Paulo, em especial da mulher paulistana. A resposta a Caetano vem logo na segunda faixa do CD, batizada de “APMAS” (O Avesso do Avesso). Sob uma perspectiva nordestina, tanto na letra como na melodia – em ritmo de samba com toque de forró dado por triângulo, sanfona e viola misturados ao pandeiro –, o poeta potiguar rasga elogios à menina considerada “deselegante” por Caetano Veloso.

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